Gardênia Cavalcanti revelou que descobriu ter sofrido um aneurisma cerebral após ignorar dores de cabeça intensas que acreditava serem crises de enxaqueca. Eu já tinha saído do brunch tardio com minha amiga, que transformou “vamos comer uma coisinha rápida” em uma reunião paralela sobre vida, carreira e gente que usa masculinidade como produto, quando entrei no carro de volta para o Cosme Velho para terminar de me arrumar para o evento desta quinta. O celular apitou no colo com a história da Gardênia. Li “pior dor de cabeça da vida”, “vômitos”, “aneurisma” e mandei o motorista diminuir o ar. Porque tem pauta que não chega: ela senta do seu lado e manda você prestar atenção no próprio corpo.
A apresentadora da Band Rio, de 51 anos, contou à “Quem” que convive há anos com enxaqueca e, por isso, não imaginou que as dores recentes pudessem esconder algo mais grave. O alerta veio após uma viagem ao Oriente Médio, quando sentiu uma crise muito forte durante o voo para Dubai e passou mal ao chegar a Abu Dhabi.

“Estava viajando para Dubai e senti uma dor de cabeça absurda durante o voo. Quando cheguei em Abu Dhabi, não consegui curtir absolutamente nada. Tive muita dor de cabeça, vômitos e um mal-estar absurdo”, relembrou.
Por já ter histórico de enxaqueca, Gardênia acreditou que enfrentava apenas mais uma crise. Ela procurou atendimento médico em Abu Dhabi, foi medicada e conseguiu controlar a dor. “Achei que fosse enxaqueca. Procurei um médico em Abu Dhabi, fui medicada com uma medicação bem forte e a dor foi controlada”, disse.
O diagnóstico veio apenas depois da volta ao Brasil. O médico pediu uma tomografia com contraste, exame que ela evitava por ser alérgica, mas que acabou fazendo com preparo específico. Foi então que descobriu que já havia sofrido um aneurisma antes daquela crise da viagem.
Ao tentar ligar os pontos, a apresentadora lembrou de um episódio anterior, durante uma festa na casa de amigos no Rio de Janeiro. Ela contou que sentiu uma dor súbita, muito forte e diferente das dores que costumava ter. Tomou analgésico, tentou descansar, foi para casa, mas a dor continuou. Chegou a procurar um hospital, porém não fez tomografia com contraste naquele momento, e o problema não foi identificado.