Eu avisei que esse Carnaval ia render roteiro e protagonista inesperado. chegou ao Brasil com cara de quem veio estudar o jogo, mas também provar o tempero da avenida. O técnico da a pousou em para uma imersão carnavalesca em pleno ano de Copa, convite carimbado pela , porque estratégia também passa pelo calor humano e pelo som do trio.
Vi o Mister chegar com postura de professor europeu curioso, desses que observam tudo e anotam mentalmente. Na capital baiana, ele sentiu o impacto da folia no , abraçou o axé e foi recebido como celebridade que estreia novela das nove. A campanha Tá Liberado Acreditar ganhou cara, sotaque e sorriso contido, daqueles que dizem muito sem prometer escalação.
O giro continuou. De Salvador, Ancelotti seguiu para São Paulo e marcou presença no Carnaval do , com direito a conversa em podcast ao lado de pentacampeões, papo de bastidor e risadas que fogem do script. A cidade maravilha entrou no mapa logo depois, porque ninguém resiste ao Rio em fevereiro. No , o treinador brindou no Camarote Nº 1 ao lado de , selando a mistura perfeita de futebol, espetáculo e fotografia para a posteridade.
Eu chamo isso de turismo tático. Ancelotti absorveu o Brasil pela pele, pelo som e pela multidão, saiu com repertório cultural e voltou para o tabuleiro com algo que técnico nenhum aprende só em centro de treinamento. Carnaval faz isso. Te joga no colo do povo e te obriga a entender o jogo fora das quatro linhas. E eu, claro, sigo observando da arquibancada, porque esse enredo ainda promete muitos capítulos.