Muito se fala sobre as condições das instalações físicas dos estádios que recebem jogos do futebol feminino. Aponta-se que são pequenos, sem conforto, vestiários sem estrutura e gramados em más condições.. Essa crítica é importante, mas precisa ser colocada no contexto da realidade do Brasil.
Até onde conheço, e o Brasil é enorme, então não dá para conhecer todos os estádios. Mas não existe, na prática, um estádio pensado e dedicado apenas ao futebol feminino, são todos divididos com o masculino. E mesmo quando há uso de centros de treino ou espaços ligados à base, eles costumam ser partilhados com o masculino.
Ou seja, os mesmos campos e estádios que recebem o feminino também são utilizados pelo masculino. Por isso, a discussão não deveria ser “qual estádio o feminino merece”, como se fosse uma questão separada.
O debate central deveria ser a qualidade dos estádios no futebol brasileiro como um todo.
Se um estádio está aprovado para jogos oficiais, tanto do masculino como do feminino, ele passou por inspeções do clube que o utiliza, bem como da entidade que organiza a competição, além do corpo de bombeiros.
Assim, o local deveria oferecer o mínimo de condições para o público, jogadores e imprensa, de modo que aconteça um jogo, mas na prática, às vezes, nem isso acontece. Assim, fica claro que o padrão geral é que precisa melhorar.
Desta forma, a luta de quem trabalha com o futebol deve ser por melhores estádios para todos, com mais estrutura, segurança, conforto e condições dignas de jogo, independentemente de quem esteja em campo.