O jornalista Zé de Sousa foi um excelente repórter policial do jornal O Norte. Deu muitos furos – furo é quando o jornalista consegue fazer uma matéria exclusiva – nos colegas. Mas só sabia escrever na velha Olivete. Nunca tinha visto um computador na sua frente.
Acontece que o jornalista Marcondes Brito foi designado para dirigir os Diários Associados na Paraíba e O Norte era sua principal vitrine. Brito começou o processo de informatização dos Associados e Nelson Piquet era quem dava assistência à empresa nessa.
Agnaldo Almeida era o diretor de Redação e chamou Piquet para uma conversa e recomendou um treinamento com todos da redação – dos editores de página aos repórteres.
Ivanira Moraes era a secretária de Agnaldo e vez por outra ia para o arquivo de fotos. Chegou o dia do treinamento de Zé de Sousa. Piquet ligou o computador e começou explicar que para toda matéria a ser escrita deve-se abrir um arquivo e nomina-lo.
Sousinha disse que tinha entendido, até que um certo dia ele é chamado a fazer uma matéria fora, deixando o texto que tinha começado na tela do computador. Alguém usou o computador de Sousa e fechou o arquivo. Ele ficou uma fera e entrou na sala de Agnaldo aos gritos.
“Cadê a minha matéria? Que eu fiz no computador”, indagou. E Agnaldo sereno diz que a matéria está no arquivo. Sousa correu para Ivanira e foi logo gritando: “Você roubou minha matéria que Agnaldo disse que ela estava no arquivo”, disse, deixando Nira sem entender nada.
Sobrou para Piquet, que a pedido de Agnaldo foi aconselhado a ter paciência com o nosso Zé de Sousa.