A promessa de emagrecer sem abrir mão do prazer de comer pode soar como marketing, mas, para Gabriel Ruiz, é estratégia baseada em ciência. Nutricionista formado pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, ele é o nome por trás do Método Intestino Magro, um protocolo que vem ganhando espaço ao propor uma virada de chave, antes de restringir calorias, é preciso ajustar o funcionamento do organismo, começando por onde muita gente ainda não olha: no funcionamento do intestino.

A ideia nasceu ainda durante sua pós-graduação, onde ele teve acesso a estudos que relacionavam a saúde intestinal com síndrome metabólica, envolvendo alterações como resistência à insulina, desregulação da pressão arterial e inflamação crônica. “Também me chamou atenção como a microbiota intestinal é extremamente diversa e tem relação direta com diversos aspectos da nossa saúde. A partir disso, ficou claro que era impossível tratar o processo de emagrecimento sem considerar o intestino. Em muitos casos, ele não é consequência, é parte da causa”, afirma Ruiz.
Essa percepção foi o ponto de partida do Método Intestino Magro, que hoje estrutura a atuação da marca Nutri Ruiz. Mais do que um protocolo alimentar, a metodologia criada pelo nutricionista organiza a jornada do paciente em etapas e propõe uma abordagem integrada, que envolve metabolismo, comportamento e saúde intestinal.
“O conceito de ‘intestino magro’ vem justamente da ideia de que não é possível corrigir as alterações fisiológicas envolvidas na obesidade sem antes criar um ambiente intestinal favorável. Quando esse ambiente está ajustado, conseguimos literalmente destravar o processo de emagrecimento, melhorando não só o metabolismo, mas também a regulação da fome e da saciedade”, explica.
Dessa forma, para Ruiz, o intestino deve ser visto como protagonista nos processos metabólicos. “O ponto de virada foi entender o intestino como uma verdadeira porta de entrada para o organismo. Hoje sabemos que um intestino inflamado pode apresentar maior permeabilidade, permitindo a entrada de moléculas que não deveriam atravessar essa barreira, o que aumenta a produção de citocinas pró-inflamatórias. Isso impacta diretamente a resistência à insulina e o funcionamento metabólico”, detalha.
Ele destaca ainda o papel hormonal do intestino e sua influência direta no comportamento alimentar.
Além disso, o intestino também atua como um órgão endócrino, produzindo hormônios como GLP-1, GIP e PYY, que regulam o eixo fome e saciedade. Um intestino disfuncional pode desregular completamente esse sistema”, alerta.