terça-feira, 31 de março de 2026
Cícero vai sair, mas continua ganhando tempo. Oposição suspeita de jogada de marketing
31/03/2026 10:45
Redação ON Reprodução

O portal O Norte Online fez, logo nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, uma radiografia completa do cenário envolvendo o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e sua possível saída do cargo para disputar o Governo da Paraíba. Ao final da análise, o portal cravou um palpite: Cícero fica e será candidato. Ao longo do dia, os movimentos e declarações reforçaram essa leitura.

Nos bastidores, porém, o jogo vai além da decisão de sair ou não da Prefeitura. Há um avanço nas discussões sobre a composição da chapa, especialmente em relação ao vice. Diante da impossibilidade de contar com Pedro Cunha Lima, considerado o nome ideal e aquele que mais poderia tensionar a chapa governista, surge a alternativa de um “Cunha Lima raiz”: Diogo Cunha Lima, filho do ex-senador Cássio Cunha Lima, irmão de Pedro e empresário da construção civil.

Outros nomes também seguem sendo ventilados, como Romero Rodrigues, que avalia ser cedo para definição, e os deputados Fábio Ramalho e Tovar Correia Lima. A tendência, porém, é que a definição não ocorra de imediato.

Enquanto isso, Cícero mantém o suspense — e, desta vez, com ironia. Durante agenda no Hospital do Pet, ao ser novamente questionado sobre a candidatura, respondeu que “hoje é dia apenas de latir e miar”. A frase, além de arrancar reações, reforça a estratégia de evitar uma confirmação direta às vésperas do prazo de desincompatibilização.

Na leitura da oposição, esse comportamento faz parte de uma estratégia bem calculada. O deputado federal Gervásio Maia classificou o movimento como uma “jogada acertada de marqueteiro”, com o objetivo de manter Cícero no centro do debate político.

A avaliação é de que o prefeito tenta maximizar sua exposição antes de deixar o cargo. A partir da próxima semana, o vice-governador Lucas Ribeiro assume o comando do Estado e passa a concentrar visibilidade e poder político. Sem a Prefeitura, Cícero perderia a chamada “caneta” e, com ela, parte da sua capacidade de protagonismo.

Nos bastidores, porém, há uma informação que reforça ainda mais a tese de candidatura. Cícero teria confidenciado a interlocutores e jornalistas que não pretende deixar ninguém pelo caminho — uma referência direta aos aliados que apostaram em seu projeto desde o início. Segundo relatos, a estratégia inclui aguardar todo o mês de abril para definir o nome do vice, sem pressa e com o leque aberto de possibilidades. Ou seja: enquanto o discurso público segue em tom de suspense, nos bastidores o roteiro já começa a ganhar forma.

Ao fim do dia, o cenário converge com a leitura inicial: Cícero ganha tempo, sustenta o suspense e permanece no centro do jogo — enquanto a oposição observa e desconfia que, por trás do silêncio, há um plano cuidadosamente desenhado.

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