Centro de Convenções reposiciona Campina no mapa nacional de eventos
22/05/2025 05:49
Redação ON Reprodução

A inauguração do Centro de Convenções de Campina Grande, nesta quarta-feira (21), pode ter sido um dos movimentos políticos mais significativos do governo João Azevêdo (PSB) nos últimos tempos — e talvez ainda não tenha sido devidamente dimensionado. O evento foi tão estratégico que provocou, nos bastidores, o adiamento da visita do presidente Lula à Paraíba, inicialmente prevista para a mesma data. O desencontro de agendas entre os dois líderes pesou, e o cerimonial presidencial acabou reconhecendo a relevância do compromisso do governador, remarcando a vinda de Lula para outro momento.

A inauguração, realizada com pompa e cercada de expectativa, marca o início de uma nova fase para Campina Grande no setor de turismo de eventos. A cidade, que já tem força no São João e vocação natural para grandes públicos, agora entra definitivamente na rota dos grandes congressos, feiras e festivais de repercussão nacional.

Durante a solenidade, o governador anunciou que o novo equipamento já estreia em grande estilo: Campina sediará, em novembro, uma edição do Imagineland, o maior festival de cultura pop do Norte e Nordeste. O evento, que já teve duas edições em João Pessoa, reúne atrações internacionais do cinema, quadrinhos, literatura e do universo geek, com forte impacto no turismo e na economia criativa.

O vice-governador Lucas Ribeiro (PP) destacou a importância da entrega. “Campina tem capacidade de realizar grandes eventos e, agora com esse centro, a gente não tem a menor dúvida de que vamos, através desse espaço, girar nossa economia. Essa é a finalidade do Centro de Convenções: gerar emprego, gerar renda, movimentar a cidade.”

Ele também anunciou que a segunda etapa da obra, que inclui o auditório principal, deve ser concluída até outubro. “Estamos acompanhando de perto essa parte da obra e, com certeza, muito em breve estará 100% entregue e funcionando.”

Mais do que uma obra, o Centro de Convenções representa um ativo político e simbólico para João Azevêdo. Em um momento em que o governador trabalha nos bastidores para emplacar o nome do seu sucessor, a inauguração em Campina — reduto político historicamente desafiador para o PSB — é uma afirmação de força e de capacidade de entrega.

Enquanto outros prometeram e falharam, João não prometeu — e entregou. E esse gesto, em silêncio, pode ecoar bem alto em 2026.

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