O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro divulgou neste domingo, 11 de janeiro, uma imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Na publicação, ele afirma que o pai atravessa uma crise de saúde marcada por vômitos, azia constante e dificuldade para se alimentar e dormir.
Segundo Carlos, o médico que acompanha Jair Bolsonaro foi chamado à prisão após a piora do quadro, que teria começado com crises persistentes de soluços e evoluído para problemas gástricos. Ele também descreveu um forte abalo psicológico do ex-presidente, agravado pelo isolamento na solitária.
Na mesma mensagem, Carlos informou que a defesa protocolou um novo pedido de prisão domiciliar de caráter humanitário no Supremo Tribunal Federal. O objetivo é permitir que Jair Bolsonaro cumpra a pena fora da prisão, sob o argumento de que o estado de saúde exige cuidados que não estariam sendo plenamente atendidos no cárcere.
Ao comentar a foto divulgada, Carlos afirmou que as crises de vômito seriam consequência de sequelas da facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. Ele usou o episódio para reforçar a narrativa de que o ex-presidente estaria debilitado fisicamente e vulnerável emocionalmente no ambiente prisional.
A divulgação da imagem causou forte repercussão política e jurídica, ao expor o estado de saúde de um ex-chefe de Estado preso por tentativa de golpe e reacender o debate sobre os limites e critérios para a concessão de prisão domiciliar em casos de alegado risco médico.

