terça-feira, 4 de agosto de 2026
Brasileira Juliana Marins, de 26 anos, morre após queda em trilha de vulcão na Indonésia
24/06/2025 11:50
Redação ON Reprodução

Juliana Marins, jovem brasileira de 26 anos, não resistiu após cair em uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão localizado na ilha de Lombok, na Indonésia. A informação foi confirmada pela família nesta terça-feira (24/6) por meio das redes sociais, encerrando quatro dias de buscas angustiantes.

“Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, publicou a família no perfil Resgate Juliana Marins, criado no Instagram para centralizar as informações sobre o desaparecimento.

Natural de Niterói (RJ), Juliana estava realizando um mochilão pela Ásia quando sofreu o acidente, no último sábado (21/6). Durante uma trilha guiada pelo vulcão Rinjani, ela escorregou e caiu por uma vala, sendo projetada a cerca de 300 metros de distância do grupo com o qual caminhava. A trilha foi feita por meio de uma agência local.

Nos dias seguintes, circularam informações de que a jovem havia sido socorrida, mas a própria família desmentiu a versão. Somente na segunda-feira (23/6), ela foi localizada por um drone com sensor térmico, mas já estava imóvel. A Agência Nacional de Busca e Salvamento da Indonésia (Basarnas) informou que Juliana se encontrava a cerca de 500 metros do ponto onde havia caído.

O pai da jovem, Manoel Marins Filho, embarcou para Bali nesta terça-feira para acompanhar de perto a operação de resgate, que teve início na madrugada de terça no horário local.

Operação de resgate e críticas da família

A operação contou com 48 profissionais, entre equipes da Basarnas, Polícia Florestal, EMHC, Lorax, grupo Rinjani Squad e guias locais. Apesar do empenho, os familiares denunciaram morosidade e falta de estrutura. Na segunda-feira, as buscas precisaram ser suspensas ao anoitecer, após um grupo de sete socorristas conseguir se aproximar do local. Um acampamento emergencial foi montado, e as buscas foram retomadas na manhã seguinte.

“Um dia inteiro e eles avançaram apenas 250 metros. Faltavam 350 metros para chegar na Juliana, e eles recuaram mais uma vez. Mais um dia”, escreveu a família nas redes sociais, em tom de frustração. Eles também apontaram negligência por parte das autoridades indonésias, afirmando que as condições climáticas da época já eram conhecidas e que não houve agilidade no socorro. Segundo os parentes, Juliana ficou sem acesso a água, comida ou abrigo desde a queda.

A confirmação do falecimento foi feita por Mariana Marins, irmã da vítima, também por meio do perfil criado para atualizações. Ela destacou que a embaixada brasileira acompanhava o caso desde o início das buscas.

Juliana Marins sonhava em explorar o mundo em um mochilão e usava suas redes sociais para compartilhar experiências da viagem. Sua morte gerou comoção entre amigos, familiares e internautas que acompanharam o caso com esperança.

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