A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta sexta-feira (22) explicações ao Supremo Tribunal Federal sobre o rascunho de um pedido de asilo político à Argentina, localizado pela Polícia Federal no celular do ex-mandatário. O ministro Alexandre de Moraes havia fixado prazo de 48 horas para manifestação, que se encerrava às 20h34.
No documento apreendido, Bolsonaro afirmava ser perseguido no Brasil “por motivos e por delitos essencialmente políticos” e citava medidas cautelares impostas pelo STF. A defesa, no entanto, sustenta que se trata apenas de um rascunho, datado de fevereiro de 2024, sem qualquer valor prático ou intenção real de fuga.
Segundo os advogados, o ex-presidente vem cumprindo todas as cautelares determinadas, inclusive o uso de tornozeleira eletrônica, e compareceu a todos os atos processuais desde então.
Outro ponto contestado é a suposta quebra de restrição de contato com o general Braga Netto. A PF registrou uma mensagem recebida por Bolsonaro em 2024, enviada de um número pré-pago, mas a defesa alega que não houve resposta, logo não se caracterizaria violação da ordem judicial.
Com as explicações entregues, caberá agora a Moraes avaliar os argumentos e decidir se o episódio será tratado apenas como um indício sem consequência ou se pesará contra o ex-presidente nas ações em curso.

