O deputado federal paraibano Cabo Gilberto Silva (PL), um dos mais fiéis defensores de Jair Bolsonaro no Congresso, sofreu mais um revés na relação com o ex-presidente. Mesmo após protocolar um pedido formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para visitá-lo, Bolsonaro decidiu restringir o acesso de parlamentares à sua residência, onde cumpre prisão domiciliar, e não incluiu o nome do paraibano entre os autorizados.
Na petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, Cabo Gilberto alegou “amizade íntima há muito tempo” com Bolsonaro e disse que a visita teria caráter institucional e humanitário. No entanto, conforme apuração do jornal O Globo, o ex-presidente passou a adotar um filtro próprio, priorizando apenas aliados muito próximos ou com função relevante na articulação política. Assim, só serão enviados ao STF pedidos previamente aprovados por ele.
O episódio se soma a outra situação constrangedora para o deputado, registrada semanas atrás, quando vazou um áudio de Bolsonaro orientando o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a manter o controle do diretório paraibano nas mãos do deputado Wellington Roberto, deixando de lado a pretensão de Cabo Gilberto.
Bolsonarista de primeira hora, conhecido por defender com fervor o ex-presidente, Cabo Gilberto vê sua fidelidade ser colocada à prova. Entre disputas internas no partido e agora a porta fechada para uma visita pessoal, o deputado acumula desgastes que antes pareciam improváveis na relação com a principal liderança que ajudou a eleger e sempre defendeu no plenário.