Depois de viver um domingo apoteótico em João Pessoa, com direito a palanque cheio, discurso de unidade e a presença de Flávio Bolsonaro para consolidar sua filiação ao Partido Liberal, o senador Efraim Filho começou a semana em cenário bem diferente. Longe dos aplausos, teve que encarar uma notícia estampada com destaque no jornal O Estado de São Paulo — uma espécie de ressaca política imediata após a festa.
Boleto pago por investigado
A reportagem revela que um boleto de R$ 51 mil em nome de Efraim foi pago por Erik Janson Marinho, seu segundo suplente, que é alvo da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo recursos do INSS. A transação aparece em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou pagamentos feitos a terceiros.
Efraim admite e explica
Procurado, o senador confirmou a operação e afirmou que pediu ajuda ao suplente por não ter saldo em conta no dia do vencimento. Segundo ele, trata-se de um compromisso privado e a quitação foi pontual. Efraim disse ainda que tentou ressarcir o valor, mas que o suplente nunca cobrou a dívida.
Senador não é investigado
Apesar de ter o nome citado no relatório do Coaf, Efraim Filho não é investigado na operação. Já Erik Marinho foi alvo direto da Polícia Federal, sob suspeita de atuar em etapas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, inclusive com uso de empresas de fachada, segundo as investigações.