Até Lisca Doido resolveu tirar uma casquinha do fracasso de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira. O treinador, que neste ano comandou o Botafogo-PB na conquista do Campeonato Paraibano sobre o Sousa — o primeiro título estadual de sua carreira — apareceu como um dos críticos mais duros do italiano após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Fiel ao estilo irreverente que o acompanha desde as passagens por clubes como Vasco, Santos, Sport, Internacional e, mais recentemente, pelo Belo, Lisca não economizou nas críticas. Em entrevista à Rádio Gaúcha, afirmou que Ancelotti deveria deixar o comando da Seleção e disse que o italiano cometeu erros básicos na montagem da equipe.
“Quem é o batedor de bola parada do Brasil hoje? Matheus Cunha, o nove. Planejar um time de futebol e não ter um batedor de bola parada, sendo que o Brasil é o seu universo, é um erro muito grave. Não temos batedor de pênalti, quanto mais de bola parada”, afirmou.
Lisca também disse que Ancelotti “violentou as características do futebol brasileiro” e criticou a entrada de Neymar no segundo tempo, avaliando que a substituição acabou prejudicando o desempenho da equipe.
O curioso é que a análise parte justamente de um treinador conhecido por dividir opiniões por onde passa. Na Paraíba, porém, ele deixou uma lembrança positiva ao conquistar com o Botafogo-PB o primeiro título estadual de sua trajetória como técnico.
E, depois da Copa melancólica apresentada pelo Brasil, fica a provocação. Se a Seleção de Ancelotti praticamente não jogou futebol, será que o “Lisca Doido”, de tão doido, faria melhor? A resposta é impossível saber. Mas, do jeito que o Brasil jogou, a pergunta certamente vai arrancar um sorriso de muita gente.

