Explosões foram registradas em pontos estratégicos de Caracas e de estados vizinhos durante uma ofensiva militar que elevou drasticamente o nível de tensão na Venezuela. Segundo uma fonte que está na capital, ataques atingiram a base aérea de La Carlota e o Forte Tiuna, o principal complexo militar do país, considerado o centro nervoso das Forças Armadas venezuelanas.
O Forte Tiuna tem papel central na estrutura de defesa nacional e, nos últimos tempos, era apontado como um dos locais mais sensíveis do aparato de segurança do governo. Já La Carlota, principal base da Força Aérea na capital, fica em uma área densamente povoada da zona leste de Caracas, próxima a bairros de classe média e média alta. No local operam aeronaves militares de pequeno porte, o que aumentou o clima de apreensão entre moradores da região. Fontes diplomáticas confirmaram a ocorrência do ataque à base.
Ainda de acordo com informações colhidas ao longo do dia, outro alvo foi a base militar de La Guaira, nas imediações do aeroporto internacional de Maiquetía. Em nota oficial, o governo confirmou ataques em Caracas e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O comunicado classifica a ação como uma agressão militar de grandes proporções e atribui a responsabilidade aos Estados Unidos.
Relatos vindos da capital indicam ainda que o Quartel da Montanha, onde está enterrado o ex-presidente Hugo Chávez, também foi atingido. O quartel está localizado na favela 23 de Janeiro, uma das maiores da cidade e considerada um reduto histórico do chavismo, o que confere forte peso simbólico ao ataque.
Os bombardeios e explosões marcaram uma escalada inédita no confronto, atingindo alvos militares estratégicos e locais de alto valor político e simbólico. Ao longo do dia, o governo venezuelano reforçou o discurso de denúncia internacional, enquanto a população de Caracas viveu horas de incerteza, com relatos de medo, sirenes e movimentação intensa de forças de segurança nas ruas.

