quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
‘Aperte o Play’ chega a 100 edições e transforma a música em coluna diária
12/02/2026 10:14
Redação ON Reprodução

Sem alarde, sem pirotecnia e sem discursos longos, a coluna ‘Aperte o Play’ alcança hoje uma marca simbólica: 100 publicações, 100 músicas, 100 encontros diários entre o leitor e uma canção. O projeto, assinado por Petrônio Souto e publicado em O Norte Online desde 9 de dezembro, nasceu discreto, quase minimalista, e talvez exatamente por isso tenha se tornado um dos espaços mais singulares do jornalismo cultural local.

Num ambiente digital marcado por excesso de opinião, disputa por atenção e textos cada vez mais apressados, Aperte o play seguiu pelo caminho inverso. Em vez de explicar a música, prefere oferecê-la. Em vez de interpretar, entrega a experiência. O leitor não é conduzido por análises ou contextos: ele simplesmente aperta o play e deixa que a canção faça o trabalho que sempre soube fazer — provocar memória, emoção, surpresa.

A proposta acabou se transformando, ao longo desses dias, num pequeno ritual cotidiano. Um gesto simples, quase íntimo, que convida a uma pausa em meio ao barulho permanente das redes, das manchetes e das timelines. Não é pouco para um formato que, mesmo na internet, ainda soa como novidade: uma coluna que abdica do texto para dar protagonismo absoluto à música.

A curadoria diária carrega a marca pessoal de Petrônio Souto (foto em destaque) cuja trajetória no rádio e no jornalismo sempre dialogou com a música como linguagem afetiva, não como catálogo de estilos ou tendências. Não há compromisso com gêneros, épocas ou modismos. Há compromisso com a escuta.

“Gosto da música que me toca. Não tenho gênero musical, qualquer música, mesmo aquelas mais ingênuas, tolas, até infantis, mexem com minha sensibilidade, com minha memória. Normalmente a escolha da música que posto diariamente vem de alguma lembrança, alguma coisa que atiça minha memória, que mexe com minha sensibilidade”, afirma Petrônio.

Cem músicas depois, ‘Aperte o Play’ segue fiel à ideia que lhe deu origem: menos explicação, mais sentimento. Em tempos de discursos inflados e certezas barulhentas, a coluna escolheu um caminho raro — confiar que uma canção, sozinha, ainda é capaz de dizer muito.

canal whatsapp banner

Compartilhe: