O último treino da Seleção Brasileira antes do confronto contra a Noruega reservou um dos momentos mais marcantes e descontraídos da preparação para as oitavas de final da Copa do Mundo. Em meio à atividade, o técnico Carlo Ancelotti interrompeu os trabalhos ao avistar o meia Nenê, de 44 anos, atualmente no Botafogo-PB e comentarista da CazéTV durante o Mundial.
Os dois trabalharam juntos no Paris Saint-Germain e mantêm uma relação de amizade e respeito construída no futebol europeu. Assim que se encontraram, Ancelotti abriu um largo sorriso, deu um abraço afetuoso no ex-comandado e brincou: “Está faltando um. Quer jogar?”. A resposta veio no mesmo tom bem-humorado, arrancando risos de quem acompanhava a cena.
O reencontro rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e chamou a atenção por revelar um lado mais humano do treinador italiano. Em plena reta final de preparação para um jogo decisivo da Copa, Ancelotti fez questão de parar a atividade apenas para cumprimentar um atleta com quem dividiu momentos importantes da carreira.

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O episódio ganhou ainda mais significado porque a admiração entre os dois nunca ficou restrita aos tempos de Paris. Meses antes de chegar ao Botafogo-PB, quando ainda defendia o Juventude, Nenê comentou a escolha de Ancelotti para comandar a Seleção Brasileira e fez elogios públicos ao antigo treinador.
“Como treinador, ele é sensacional. E como pessoa, melhor ainda. É difícil falar algo negativo sobre o trabalho dele. Ganhou tudo por onde passou”, afirmou o meia.
Na mesma entrevista, Nenê destacou que um dos maiores diferenciais de Ancelotti é a forma como conduz o grupo. Segundo ele, o treinador cria um ambiente leve e de confiança entre os jogadores, aproximando-se de todos com naturalidade. Em tom descontraído, ainda brincou que o italiano “não gosta de ficar de fora da resenha”.
O reencontro deste sábado mostrou exatamente isso. O abraço espontâneo, a brincadeira sobre entrar em campo e o carinho demonstrado por Ancelotti confirmaram, diante das câmeras, tudo o que Nenê havia dito meses antes. Mais do que um momento de nostalgia, a cena evidenciou a capacidade do treinador da Seleção de construir relações duradouras com seus jogadores — uma característica apontada por muitos atletas como um dos segredos do sucesso do técnico que conquistou títulos por onde passou.
