quinta-feira, 23 de julho de 2026
Ancelotti deve aceitar o chamado da Itália? Depois do fracasso no Brasil, essa pode ser a saída ideal
23/07/2026 11:14
Redação ON Reprodução

A revelação feita por Paolo Maldini – novo diretor de seleções- de que a Federação Italiana procurou Carlo Ancelotti para assumir a Azzurra reacende um debate que, até poucos dias atrás, parecia improvável: será que faz sentido o treinador permanecer na Seleção Brasileira?

É verdade que Ancelotti renovou contrato até 2030 e, oficialmente, o assunto sequer existe. Mas o futebol vive de bastidores, e é justamente assim que muitas grandes mudanças começam.

Depois da eliminação do Brasil na Copa do Mundo, o italiano passou a conviver com um desgaste inevitável. Recebe o maior salário entre os técnicos de seleções do planeta, chegou cercado de expectativa e não conseguiu entregar o resultado que dele se esperava. A responsabilidade pelo fracasso é compartilhada com jogadores, dirigentes e estrutura, mas o principal rosto do projeto é, naturalmente, o treinador.

Nos bastidores, já circulam informações de que sua própria esposa, a canadense Mariann Barrena McClay, seria favorável a uma mudança de rumo. A avaliação seria simples: Ancelotti já fez o que podia no futebol brasileiro e talvez seja hora de encerrar esse capítulo.

Agora aparece um convite carregado de simbolismo. A Itália, tetracampeã mundial e ausente das três últimas Copas do Mundo, procura um técnico capaz de reconstruir sua identidade. Paolo Maldini confirmou que a federação iniciou contatos justamente pelos dois nomes considerados os melhores do mundo: Pep Guardiola e Carlo Ancelotti.

Embora Guardiola também esteja no radar, é difícil imaginar uma escolha mais natural do que um treinador italiano comandando a seleção italiana em um momento de reconstrução.

Claro que, neste momento, tudo não passa de especulação. Não há negociação confirmada nem qualquer sinal de que Ancelotti pretenda romper seu contrato com a CBF.

Mas, olhando friamente, talvez essa seja uma oportunidade interessante para todos os envolvidos. A Itália recuperaria um dos maiores técnicos de sua história. E o Brasil teria a chance de iniciar um novo ciclo, aprendendo com um projeto que ficou muito abaixo das expectativas.

No futebol, algumas portas se fecham justamente para que outras muito maiores possam se abrir. Talvez essa seja uma delas.

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