João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Ameaça contra governador de SC reforça alerta sobre gravidade de mensagens de ódio
16/09/2025 05:06
Redação ON Reprodução

Toda denúncia deve ser levada a sério, muito a sério. A experiência recente mostra que ignorar mensagens de ódio e conspirações em grupos de aplicativos pode abrir caminho para tragédias. Foi assim quando terroristas chegaram a arquitetar atentados contra o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. A tentativa de golpe de 8 de Janeiro deixou claro o risco real e resultou em condenações exemplares pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Agora, a Polícia Civil de Santa Catarina investiga ameaças contra o governador Jorginho Melo (PL). A delegada Débora Jardim revelou, em entrevista ao programa Correio Debate da 98 FM, que mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp planejavam o assassinato do gestor. “Na sequência da mensagem, outros indivíduos o alertam pra não esquecer de levar o molotov, pra levar a faca, girar bem a faca, uma faca enferrujada… diante do atual cenário político que vivemos, agimos rapidamente”, relatou.

A gravidade do caso mostra que não há fronteiras para esse tipo de crime. A investigação teve desdobramentos também na Paraíba, além de cidades de São Paulo e do próprio estado catarinense. Policiais cumpriram mandados em Benedito Novo (SC), Álvaro Machado (SP) e Matão (SP), buscando os celulares de onde partiram as mensagens.

Segundo a delegada, o inquérito continua para identificar outros envolvidos e aprofundar os indícios de conspiração. A distância entre a Paraíba e Santa Catarina não diminui a importância da apuração — pelo contrário, reforça que nada é impossível quando o assunto é segurança das autoridades.

O caso é mais um alerta: mensagens que parecem delírios virtuais podem se transformar em ameaças concretas. E tratá-las com rigor é a única forma de impedir que a violência ultrapasse as telas e atinja a vida real.

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