João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Alta médica não muda destino: Bolsonaro deixa hospital e volta para a prisão na PF
01/01/2026 19:08
Redação ON Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica nesta quinta-feira, 1º, e deixou o Hospital DF Star pouco depois das 18h40, em Brasília. Logo após a saída da unidade de saúde, ele foi conduzido à sede da Polícia Federal para continuar cumprindo a pena de 27 anos de prisão imposta pela condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado gestada em seu governo, em 2022.

Bolsonaro deixou o hospital em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal, escoltada por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal. Minutos antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também havia deixado o local.

Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente. Na decisão, o ministro afirmou que não foram apresentados fatos novos capazes de afastar as razões que justificam a manutenção do regime fechado.

Moraes também destacou que, ao contrário do que alegaram os advogados, não houve agravamento do estado de saúde de Bolsonaro. Segundo o ministro, os laudos médicos apontam melhora do quadro clínico após a realização de cirurgias eletivas.

Bolsonaro estava internado no Hospital DF Star desde a véspera do Natal, com autorização judicial, para se submeter à oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral. O procedimento teve como objetivo tratar uma hérnia inguinal. Ele também passou por intervenções no nervo frênico, na tentativa de reduzir crises recorrentes de soluços.

Reação de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro reagiu à decisão de manter o pai sob custódia da Polícia Federal. Para ele, o ex-presidente necessita de cuidados médicos que não poderiam ser assegurados em ambiente prisional.

O parlamentar afirmou que Bolsonaro corre risco de sofrer um AVC em razão das complicações de saúde e acusou o ministro Alexandre de Moraes de agir com sarcasmo. Segundo Flávio, os laudos médicos indicariam a necessidade de acompanhamento permanente, incompatível com a permanência em uma unidade prisional.

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