A vitória da Aena no leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, marca mais um passo na expansão da empresa espanhola no Brasil. Mas, para além do impacto nacional, a novidade também dialoga diretamente com a realidade da Paraíba, onde a concessionária já atua desde 2020.
A Aena (especificamente a Aena Brasil, subsidiária da companhia espanhola) é responsável pela administração do Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, em João Pessoa, e também do aeroporto de Campina Grande. Nos dois casos, a gestão tem sido marcada por investimentos em infraestrutura e ampliação da capacidade operacional, com reflexos diretos no aumento do fluxo de passageiros.
Esse modelo agora chega ao Galeão, que passa a integrar uma rede ampla de aeroportos administrados pela empresa no país. Além do terminal carioca, a Aena opera no Brasil os aeroportos de Recife, Maceió, Aracaju e Juazeiro do Norte, no Nordeste; João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba; além de Congonhas, em São Paulo; Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul; Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais; e ainda Marabá, Carajás, Santarém e Altamira, no Pará.
A presença em regiões estratégicas mostra que a Aena deixou de ser apenas uma operadora regional para se tornar uma das principais forças da aviação brasileira. Com o Galeão, a empresa passa a ter em seu portfólio aeroportos que vão de terminais regionais a alguns dos mais movimentados do país.
Na Paraíba, os efeitos dessa gestão já são perceptíveis. O Castro Pinto passou por melhorias estruturais importantes, com ampliação de áreas de embarque e desembarque, requalificação do pátio e aumento significativo da capacidade. Há, inclusive, novos investimentos previstos, como a instalação de mais uma ponte de embarque nos próximos anos.
O que está em jogo agora é a possibilidade de replicar esse mesmo padrão no Galeão. Um aeroporto que já foi símbolo da aviação internacional brasileira e que, sob nova gestão, pode tentar recuperar protagonismo.
Para a Paraíba, fica também um elemento de comparação. O mesmo grupo que hoje administra o principal aeroporto do estado passa a assumir um dos maiores desafios da aviação nacional. E isso reforça a ideia de que o modelo aplicado em João Pessoa não é isolado, mas parte de uma estratégia maior de crescimento e consolidação no Brasil.
