O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), entrou de vez no tabuleiro da sucessão estadual. Após 14 anos de apoio incondicional ao projeto do PSB — desde os tempos de Ricardo Coutinho até a reeleição de João Azevêdo —, Galdino agora cobra reconhecimento político e espaço de protagonismo para seu partido, o Republicanos. “São 14 anos e seis meses de lealdade. Está na hora de sermos lembrados”, afirmou.
Em entrevista concedida à Rádio Integração de Bananeiras, o deputado reafirmou que está preparado para disputar o Governo do Estado em 2026. Disse ainda que, embora o presidente da Câmara, Hugo Motta, tenha a preferência da legenda, está à disposição para assumir a missão caso ele decline da candidatura. “Temos musculatura. O Republicanos é hoje o maior partido da Paraíba: nove deputados estaduais, três federais e 50 prefeitos. Se houver o aval, entrarei na disputa com força e determinação.”
Adriano também ressaltou sua capacidade de diálogo e liderança à frente da Assembleia como trunfos para viabilizar seu nome. “Faço uma gestão compartilhada, que fortalece minha liderança e garante governabilidade ao Executivo. Sempre estive ao lado do projeto do PSB, sem pedir nada em troca.”
Mas agora, cobra. E deixa claro que o Republicanos não aceitará ser colocado em segundo plano. “Se o PP insistir em lançar Lucas Ribeiro ao Governo e outro nome ao Senado, estará dispensando o Republicanos da aliança”, advertiu. Segundo ele, o partido foi peça-chave para a reeleição de João Azevêdo e espera reciprocidade.
Minimizando os riscos de rompimento, Galdino disse confiar que o governador buscará um consenso dentro da base. Mas fez um alerta: “Se não houver entendimento, cada um correrá por seu espaço.”
As declarações surgem em meio à movimentação política intensa em Campina Grande, onde, na sexta-feira (6), a senadora Daniella Ribeiro (PP) abriu o caminho para que seu filho, Lucas Ribeiro, atual vice-governador, seja o escolhido para disputar a sucessão de João Azevêdo. Galdino, por sua vez, mostrou que tem voz, força e disposição para entrar na disputa em pé de igualdade.
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