O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, revelou em entrevista à rádio Pop FM quais foram as bases do acordo que o levou a recuar da própria candidatura ao governo, permanecer alinhado ao governador João Azevêdo e declarar apoio a Lucas Ribeiro para 2026. Segundo ele, ficou decidido que o Republicanos manterá todos os espaços que já ocupa no governo estadual e continuará no comando da Mesa Diretora da ALPB nos dois próximos biênios.
Galdino explicou que a reunião decisiva aconteceu no dia 15 de novembro, na Granja Santana, com a presença do vice-governador Lucas Ribeiro, do deputado federal Hugo Motta, da senadora Daniella Ribeiro, do deputado Aguinaldo Ribeiro, do prefeito Nabor Wanderley e dos secretários Deusdete Queiroga e Ronaldo Guerra. Todos, segundo o presidente, concordaram em preservar integralmente o espaço do Republicanos tanto no Legislativo quanto no Executivo.
“Ficou decidido lá também que todos os espaços do Republicanos serão mantidos, inclusive os dois biênios da Assembleia, todos concordaram”, afirmou Adriano, destacando que o acerto garante estabilidade política e continuidade da agenda governista.
No campo político, esse tipo de composição não é novidade. Arranjos, pactos de governabilidade e partilhas de poder são práticas comuns em democracias consolidadas, do Brasil aos Estados Unidos. O que chamou atenção, porém, foi a franqueza do relato. Ao explicar abertamente o que foi negociado, Galdino adotou um tom de transparência incomum nesse tipo de articulação.
No meio político, a sinceridade costuma ser adulada como gesto de clareza, mas não deixa de suscitar uma questão incômoda. Era preciso detalhar tudo publicamente? Parte do eleitorado pode estranhar a exposição tão direta das engrenagens que movem o jogo político, sobretudo quando envolvem acordos internos, distribuição de espaços e decisões estratégicas sobre o comando da Assembleia.
Ainda assim, Galdino vestiu a camisa. Fez questão de assumir o pacto, reforçar a sintonia com o governador João Azevêdo e consolidar o Republicanos como uma das principais forças do Estado. O partido sai fortalecido, com presença garantida no coração do governo e protagonismo no Legislativo para os próximos anos.