O Bahia fez 2 a 0 no Fortaleza e conseguiu reverter a vantagem construída pelo adversário na primeira partida da final, confirmando seu segundo título da Copa do Nordeste Sub-20. O jogo aconteceu na Superbet Arena, em Feira de Santana, diante da torcida do Esquadrão de Aço. Os gols do Tricolor baiano foram marcados por Dyllan e Roger.
Precisando fazer resultado, o Bahia não perdeu tempo e fez questão de aumentar a temperatura, para além do calor que já fazia em Feira de Santana na tarde de sábado. Antes do primeiro minuto, o zagueiro Gerald fez falta dura no atacante Fidelis, do Fortaleza. O banco do time visitante pediu cartão amarelo mas o árbitro contemporizou.
A próxima controvérsia não tardou: o atacante Dell, do Bahia, completou uma bola que vinha pingando na área e, após a finalização, pediu toque de mão do defensor do Fortaleza, mas apenas o escanteio foi assinalado.
E só dava os Pivetes de Aço em Feira de Santana: quase o Bahia abre o placar após uma linda jogada de Wendel, que chapelou Juan Levy e chutou para linda defesa de César. Na sobra, Dell chegou um pouco atrasado para completar para o gol.
Até que, aos 35, o gol do Tricolor que parecia verde, amadureceu: em um lançamento do goleiro Victor, Dell conseguiu escorar de cabeça e achar Dyllan. O camisa 11 invadiu a área, driblou o marcador e bateu de chapa no canto esquerdo do goleiro César.
O resultado levava a decisão para os pênaltis. Mas isto não interessava ao Bahia, que seguia pressionando. Em um contra ataque pela direita, Roger chutou para fora. Mas, pela esquerda, Dieguinho derrubou Dyllan sem a bola e o árbitro viu, marcando uma perigosa falta na entrada da área.
Na cobrança, Roger ignorou que o goleiro César colocou um homem do Fortaleza deitado atrás da barreira e escolheu bater rasteiro, mas no canto do goleiro adversário, que acabou vendido no lance. Belo gol do meia do Bahia.
Minutos após o reinício de jogo, o capitão do Bahia Sidney dominou a bola no meio-campo e foi atingido por uma cotovelada de Fidelis, do Fortaleza. A agressão gerou um tumulto que resultou em cartão vermelho para Fidelis e Kauã Rocha, do Fortaleza, e Dyllan, do Bahia, além de integrantes da comissão técnica dos dois times.
O tumulto resultou em 16 minutos de interrupção, tempo que esfriou o jogo. No reinício, o Bahia administrou a vantagem e o homem a mais em campo para confirmar a conquista.
