sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Jus fornicandi
20/02/2026
  • Por Miguezim de Princesa

I

Vendo essa dinheirama

De bilhões e de trilhões,

O povo  com seus tostões

Sente-se comedor de grama;

O ricaço se esparrama,

Exibindo seu carrão,

A lancha e o avião,

Inda zomba do caipira

Com dinheiro de mentira,

Iludindo a multidão.

II

Nos regabofes da elite

Do mercado financeiro,

Vem quenga do estrangeiro

Mostrar o seu pissuíte,

O ministro na suíte

Só fazendo vuco-vuco,

Dizendo: “Eu fico maluco,

Data vênia, mon cherri,

Nunca me embargue, merci,

Que logo eu bato no truco”.

III

O homem da capa preta

Quando olhou para a francesa

Ficou com a venta acesa

Com o cheiro da roseta:

– Oh, madame Marieta,

Não basta entender de lei,

Me ensine o que eu não sei,

Pegue minha jurisprudência

E bote na sua ciência

Que é terra que eu nunca andei.

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